
O chão tinha poeira e com ela o movimento dos homens a sacudir uma fúria desconhecida.
A pele era negra por conhecer o sol, os pulsos tinham correntes por conhecerem novos homens.
Os dedos eram espessos e o comportamento rude.
Mas havia som.
E o som foi música. Depois libertação progressiva.
Levemente se apoderaram dos instrumentos, mas como a sua liberdade fora estropiada, tinham descoberto o lugar para a revelar.
Os dedos espessos imaginaram de novo a sua pele sob o sol. E os donos das correntes renderam-se.
A escravatura é contemporânea.
Ainda há Jazz por acontecer.
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