
Bouquets humanos espreitam a floresta da odisseia de ser gente.
Começa-se jovem, quando a impuberdade ainda sacode os braços. Assim se sucedem os anos: procurando em que massa nos sentimos mais adaptados.
Uns aos outros nos fotografamos, depois vamos apreciando, comentando, criticando…
Sentimos o envelhecer do tempo estourar-nos o viço, sentimos a labareda da voz dos outros em surdina.
Os teóricos especialistas, reflectem todos os dias sobre que condições reunir para que a fotografia saia perfeita. A mais consensual conclusão, revela que é o fio de azeite na água fervente, que devolve a beleza pré-existente na massa.
E voilá! A massa insinua-se.
Contorcida numa beleza mística e original.
E voilá! A massa insinua-nos.
Participante da multidão para ser singular.
E voilá! A fotogenia das massas.
Pórtico de uma humanidade enciumada pelos deuses.
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